quarta-feira, 22 de maio de 2024
Ponto sem nó
Nos ouvidos ecoa Mart'nália, suave swing, um remédio de soprar, feito a brisa de um baseado. Saudade e virtude, coragem inconsequente. Desejo e tolice. Aí juventude minha, evaporada em tantas madrugadas rabiscando palavras erráticas, poeminha do quase, de pedaço em pedaço, nunca saiu da estrofe primeira. Da rima possível, porque rimar, mesmo? Pura exibição. Ou a sofreguidão de tentar ficar, naquele ponto, eterno retorno que não dá. Jamais a lâmina d'água a refletir a mesma luz dos prédios cretinos. Um pedacinho de papel, frase cortada. Não vai agora. Calcinha deixada entre os lençois. Febre e rubor. Minha cura. Entre tanto na vá, ou me deixe ficar nesse sonho real. Armas de matar elefantes não vão me derrubar. Insolente sorriso. Lugar proibido, tão gostoso de ficar. A cidade aos nossos pés, sujos de asfalto, do pó da nossa pele em decompor. Compõe comigo, aqui no cantinho do esconderijo, em que visito, resisto, escapo ou caio sem querer. Quase um Abreu. Se abrir não fecha, você é ao largo, sapatinhos de mal me quer.
Rodopio
Qualquer chuva rasa Pra me afogar de brinquedo Pular poças Deslizar gotículas Gritar ridículas Forjar arremedo Sem medo Nossas iniciais No...
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Quantos cigarros de espera O peso que carrego Por estragar tua vida O peso de ser Quimera proibida Quisera ser a fumaça Cinza, efêmera Quis...
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Meu corpo é alvo Caminho destemida Inda que pague com a vida Sou invés, sou revés Sou talvez Sou tudo aquilo que temes Sou Ártemis Sou tudo...
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Que a luz do sol De repente apareça Atrás das folhas Dos galhos, brilhando sobre o rio Que um fio de esperança Seja uma lembrança Do que ...
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