quarta-feira, 22 de maio de 2024

Desencontro

A solidão de um cigarro, das cinzas que despencam na corrosão do tempo. De terror abstrato, tão real quanto a fumaça que sobe sinuosa, torpe. Dissidência imperdoável, naciturna. Nunca fui daqui, tampouco de algum lugar. Ser sem estar, feito o vento. Acumulado de ar, massa sem corpo. Sem ponto final, só vírgulas reticentes. Só, sozinha, dentro de mim. 

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