quarta-feira, 22 de maio de 2024
Desencontro
A solidão de um cigarro, das cinzas que despencam na corrosão do tempo. De terror abstrato, tão real quanto a fumaça que sobe sinuosa, torpe. Dissidência imperdoável, naciturna. Nunca fui daqui, tampouco de algum lugar. Ser sem estar, feito o vento. Acumulado de ar, massa sem corpo. Sem ponto final, só vírgulas reticentes. Só, sozinha, dentro de mim.
Rodopio
Qualquer chuva rasa Pra me afogar de brinquedo Pular poças Deslizar gotículas Gritar ridículas Forjar arremedo Sem medo Nossas iniciais No...
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Quantos cigarros de espera O peso que carrego Por estragar tua vida O peso de ser Quimera proibida Quisera ser a fumaça Cinza, efêmera Quis...
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Meu corpo é alvo Caminho destemida Inda que pague com a vida Sou invés, sou revés Sou talvez Sou tudo aquilo que temes Sou Ártemis Sou tudo...
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Que a luz do sol De repente apareça Atrás das folhas Dos galhos, brilhando sobre o rio Que um fio de esperança Seja uma lembrança Do que ...
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