domingo, 13 de abril de 2025

Outonais

No amanhacer de sol tímido, de um outono qualquer. No canto dos pássaros que perderam a hora, sem bando, sem exatidão. Bater de asas, numa dança solitária. Meu corpo é só um amontoado de átomos, podia muito bem ser a cadeira que me sustenta, ou a caneta que rabisca. Entre músicas e lembranças imprecisas, entre a dor e um suspiro de prazer. Viver não devia ser um absurdo, e na falta de sentido, pra além do utilitarismo ordinário, um pouco de poesia. Mais que necessário, a preencher a sala vazia, cheia de espaço, e de tempo escasso.

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