domingo, 13 de abril de 2025
Outonais
No amanhacer de sol tímido, de um outono qualquer. No canto dos pássaros que perderam a hora, sem bando, sem exatidão. Bater de asas, numa dança solitária. Meu corpo é só um amontoado de átomos, podia muito bem ser a cadeira que me sustenta, ou a caneta que rabisca. Entre músicas e lembranças imprecisas, entre a dor e um suspiro de prazer. Viver não devia ser um absurdo, e na falta de sentido, pra além do utilitarismo ordinário, um pouco de poesia. Mais que necessário, a preencher a sala vazia, cheia de espaço, e de tempo escasso.
Rodopio
Qualquer chuva rasa Pra me afogar de brinquedo Pular poças Deslizar gotículas Gritar ridículas Forjar arremedo Sem medo Nossas iniciais No...
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Quantos cigarros de espera O peso que carrego Por estragar tua vida O peso de ser Quimera proibida Quisera ser a fumaça Cinza, efêmera Quis...
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Meu corpo é alvo Caminho destemida Inda que pague com a vida Sou invés, sou revés Sou talvez Sou tudo aquilo que temes Sou Ártemis Sou tudo...
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Que a luz do sol De repente apareça Atrás das folhas Dos galhos, brilhando sobre o rio Que um fio de esperança Seja uma lembrança Do que ...
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