domingo, 13 de abril de 2025

Outonais

No amanhacer de sol tímido, de um outono qualquer. No canto dos pássaros que perderam a hora, sem bando, sem exatidão. Bater de asas, numa dança solitária. Meu corpo é só um amontoado de átomos, podia muito bem ser a cadeira que me sustenta, ou a caneta que rabisca. Entre músicas e lembranças imprecisas, entre a dor e um suspiro de prazer. Viver não devia ser um absurdo, e na falta de sentido, pra além do utilitarismo ordinário, um pouco de poesia. Mais que necessário, a preencher a sala vazia, cheia de espaço, e de tempo escasso.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Três vezes quatro

Meu corpo é alvo

Caminho destemida

Inda que pague com a vida


Sou invés, sou revés

Sou talvez

Sou tudo aquilo que temes

Sou Ártemis 


Sou tudo que odeias

Meu sangue corre nas veias

Mesmo que jorre nas ruas

Nao hei de hesitar 


Meu verbo

É reverberar

Rodopio

Qualquer chuva rasa Pra me afogar de brinquedo Pular poças  Deslizar gotículas  Gritar ridículas Forjar arremedo Sem medo Nossas iniciais No...